Um implante bem feito e bem cuidado pode durar décadas — e muitas vezes acompanha a pessoa pelo resto da vida. Mas "durar" depende de dois personagens: o implante em si e a coroa que fica sobre ele. Eles têm vidas úteis diferentes.
O implante e a coroa duram tempos diferentes
O implante é o pino de titânio dentro do osso. Uma vez integrado, ele tende a permanecer ali por muitos e muitos anos. Já a coroa — a parte visível, que imita o dente — sofre o desgaste do dia a dia: mastigação, café, escovação. Com o tempo, ela pode precisar de um ajuste ou troca, mesmo com o implante perfeitamente firme embaixo. Trocar a coroa é bem mais simples do que refazer o implante.
O que pode encurtar a vida de um implante
A boa notícia: quase tudo que ameaça um implante é evitável. Os principais riscos são:
- Falta de higiene. O acúmulo de placa pode causar a peri-implantite, uma inflamação ao redor do implante que, sem tratamento, afeta o osso.
- Cigarro. Prejudica a cicatrização e a saúde da gengiva, aumentando o risco de falha.
- Bruxismo sem proteção. Ranger os dentes sobrecarrega o implante e a coroa. Uma placa de proteção resolve.
- Sumir do dentista. Sem acompanhamento, pequenos problemas passam despercebidos até virarem grandes.
A receita da longevidade é simples: escovar bem, usar fio dental, não fumar, proteger contra o bruxismo e ir ao dentista periodicamente. Nada de outro mundo — é o mesmo cuidado que um dente natural pede.
Como cuidar do seu implante no dia a dia
O implante não tem cárie, mas a gengiva ao redor dele pode inflamar. Por isso a higiene é ainda mais importante: escovação caprichada, fio dental (ou escova interdental, quando indicada) e limpezas periódicas no consultório. Nos retornos, a dentista verifica se está tudo firme e faz a manutenção necessária — é o que garante que o investimento dure.